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Plano de Continuidade

Mariana Fernandez*

“Os acidentes repentinos são resolvidos com dificuldade; os que foram previstos, facilmente.” (Maquiavel)

Manter a continuidade de qualquer processo em um mundo saturado de tráfego de todos os tipos é uma tarefa árdua.

Afirmam os físicos que se pudéssemos visualizar todas as ondas de rádio que existem, não enxergaríamos um palmo a frente de nós.

Quantas vezes, numa megalópole como São Paulo, não somos pegos de surpresa com uma chuva intermitente, capaz de transformar em rios grandes avenidas? A continuidade do processo de se deslocar de um ponto a outro sofre uma interferência e somos obrigados a traçar um plano, por mais simples que seja, de continuidade, para que concluamos o processo que vínhamos desenvolvendo; no caso, de ir de um lugar a outro na cidade.

Na teoria da comunicação, interferência é chamada de ruído, na economia e nos negócios, de crise. Antes de surgir uma crise, é necessário que se crie um plano de continuidade, para que os negócios possam continuar em momentos de turbulência, seja ela econômica, de saúde – como no caso da Gripe A – política, ou outro tipo.

No exemplo citado, de deslocar-se de um ponto a outro da cidade em meio a interferências – que pode ser não somente uma chuva, mas também um acidente, um carro quebrado no caminho ou o seu próprio – o plano de continuidade existe em nossa mente de modo automático, mesmo que não tomemos consciência disso. Por exemplo, se uma avenida estiver totalmente parada num horário que não deveria estar, você se dá conta de que uma interferência ocorreu e executa seu plano de continuidade para chegar ao seu destino desviando-se para outra via que também possibilite acesso aonde você deseja chegar.

Nos negócios, se na ocorrência de uma interferência, como no exemplo do tráfego acima citado, você parar o seu carro num posto de gasolina ou num café para esperar o trânsito começar a andar, pode ser tarde demais para sua empresa, pois você não continuará oferecendo seus serviços e produtos em meio à crise e voltará a andar, quando todo mundo já está apto a isso. Ou seja, você não terá diferencial algum em relação aos concorrentes já que terá abandonado a oportunidade de aprender com a crise, além de correr o risco de não conseguir continuar seus negócios.

Para visualizar melhor o risco de descontinuidade total dos negócios, imaginemos um avião no qual o piloto visualiza à frente um extenso trecho de turbulências perigosas do qual não haverá tempo hábil para o desvio. Se o piloto simplesmente parar, o avião cai, mas se enfrentar a turbulência, por mais que corra o risco de cair, conta também com a possibilidade de ultrapassar o trecho sinuoso e safar-se são e salvo.

Por outro lado, no caso de uma enchente, tentar continuar dirigindo numa via que está inundando, pode ser fatal para seu veículo, traduzindo: tentar atravessar uma crise maior que a sua empresa, pode arruiná-la de vez.

Daí a importância do Business Continuity Plan, também conhecido como Plano de Continuidade de Negócios. Se você tivesse um PCN para a enchente no momento da condução do veículo, talvez, nem estivesse naquela situação, ou teria rejeitado a possibilidade de ir de carro ou estacionado em local seguro e optado por outro meio de transporte a tempo.

Para criar um PCN é necessário, antes, ter uma visão holística do negócio e da crise, por isso, fale com quem entende do assunto. A Brasiliano & Associados possui mais de 20 anos de experiência em Planejamento da Continuidade dos Negócios.

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Mariana Fernandez é Editora da Revista Gestão de Riscos da Brasiliano & Associados.



 

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