
Antecipe Problemas e Melhore sua Tomada de Decisão com os Indicadores-Chave de Risco (KRIs)
Bruno Diego Machado, CISI, CEGRC, CIEAI, CIGR, CIEAC, CIEIE
Especializado em Gerenciamento de Projetos – Master Business in Administration – MBA pela EBS - Estação Business School. Graduado em Ciências Contábeis pela FAE Business School. Consultor Sênior de Gestão de Riscos da Brasiliano INTERISK.
Junho | 2025
Em qualquer atividade, seja pessoal ou profissional, estamos sempre sujeitos a imprevistos e desafios. Para que empresas e projetos prosperem, é essencial não só reconhecer esses possíveis obstáculos, mas também ter uma forma inteligente de antecipar problemas antes que eles se tornem grandes. É exatamente para isso que servem os Indicadores-Chave de Risco (Key Risk Indicators – KRIs) são métricas usadas para monitorar a exposição a riscos significativos. Eles funcionam como um "sinal de alerta antecipado", permitindo identificar tendências que possam indicar o aumento da probabilidade ou impacto de um risco.
Assim mediante todo o processo de identificação, análise e avaliação dos riscos é possível estabelecer Indicadores Chaves de Riscos (KRI’s) levando em consideração, por exemplo, a criticidade do risco, o apetite ao risco e os objetivos que são impactados.
É necessário cuidar para não confundir KPI com KRI. Precisamos entender que o KRI é um indicador prospectivo, logo ele mede o futuro e não o passado.
O KPI tem por foco medir o desempenho em relação a metas e objetivos estratégicos, monitorando se a empresa está alcançando os resultados desejados. Já o KRI busca medir a exposição ao risco ou a probabilidade de ocorrência de eventos adversos, objetivando fornecer alertas antecipados sobre ameaças ao desempenho ou à integridade do negócio.
KRI busca prever os fatores, lá na frente (olhar para o futuro), que podem impactar negativamente o desempenho da organização. Por exemplo, se tenho um risco de “Redução das Margens Financeiras”, um KRI que precisa ser monitorado são os índices econômicos, pois, dependendo de sua variação, ele afetará diretamente o risco apontado. Logo o KRI precisa ser um mecanismo que proporcione sinal de antecipação perante o risco para que a empresa tenha tempo de se preparar e tomar ações que irão minimizar o impacto se o risco se materializar, por exemplo.
Características para se ter um bom KRI:
-
Relevante – Deve estar diretamente ligado a um risco-chave.
-
Mensurável – Deve ser possível coletar e interpretar os dados com clareza.
-
Antecipatório – Deve indicar potenciais problemas antes que eles ocorram.
-
Frequente – Monitorado em ciclos que permitam ação preventiva.
-
Comparável – Deve permitir análise temporal (ex: tendências mensais).
Alguns exemplos de KRIs por Tipo de Risco:
🔹 Risco Operacional
-
Número de falhas de sistema por mês
-
Tempo médio de resposta a incidentes
🔹 Risco Financeiro
-
Variação cambial acima de X%
-
Percentual de inadimplência da carteira de clientes
🔹 Risco de Compliance
-
Número de não conformidades em auditorias
-
Quantidade de denúncias recebidas via canal de ética
🔹 Risco Estratégico
-
Queda de participação de mercado superior a X%
-
Atrasos críticos em marcos estratégicos do plano de negócios
Uma boa prática de como implementar KRIs:
-
Identifique os riscos-chave com base em matriz de risco (probabilidade x impacto).
-
Defina métricas mensuráveis ligadas diretamente a esses riscos.
-
Estabeleça limites e gatilhos (por exemplo: alerta quando n > 5 incidentes em 30 dias).
-
Implemente sistemas de monitoramento (BI, dashboards, relatórios automatizados).
-
Revise periodicamente a efetividade dos KRIs.
Você sabia que no INTERISK, no módulo de GRC é possível registrar e controlar os teus KRI’s perante os riscos avaliados?
Atualmente, para qualquer taxionomia de risco é possível, primeiramente estabelecer os objetivos estratégicos e vincular os riscos que, se materializados, impactarão os respectivos objetivos.


Fonte: Software INTERISK
Mediante essa conexão, posteriormente, é possível visualizar quais objetivos estratégicos são mais suscetíveis ao impacto causado pelos riscos.


Fonte: Software INTERISK
É de suma importância estabelecer os KRI’s e assim poder ir realizando medições de acompanhamento/evolução. Pois a evolução (condição ruim, média ou boa, por exemplo) do indicador monitorado influencia na exposição que o risco se encontra e deve ser um farol de antecipação na gestão de riscos.

.png)
.png)
Conheça como o Software INTERISK pode transformar a forma como sua organização realiza a gestão de riscos, melhorando sua tomada de decisão, antecipando problemas antes dos riscos se concretizarem. Com recursos como Indicadores-Chave de Risco KRIs (Key Risk Indicators), o INTERISK permite detectar sinais que indiquem maior chance ou gravidade de um risco. Clique no link e veja como essa solução pode se adequar às necessidades da sua empresa. CLIQUE AQUI!
