
Da Guerra Territorial à Guerra Sistêmica: a nova arquitetura da Guerra Conteporânea
Antonio Celso Ribeiro Brasiliano, PhD,
Doutor em Filosofia da Ciência da Segurança Internacional,pela Universidade de Cambridge, Inglaterra.Presidente da Brasiliano INTERISK
Setembro | 2026
Falaremos hoje do emprego da resiliência no contexto geopolítico e consequentemente nas guerras contemporâneas. Mudança de mindset, quebra de paradigmas, onde os países e suas forças armadas devem rever as estratégias diante das novas concepções do mundo moderno, neste século XXI. Há necessidade de adaptação do conceito, da lógica e da estratégia na condução de conflitos e respectivas pressões. Hoje a palavra-chave passa a ser Resiliência e isso muda radicalmente como atingir os objetivos. Convido os prezados leitores e leitoras a lerem o artigo e comentarem para que possamos refletir. Os assuntos são transversais e a iniciativa privada hoje é um ator muito importante.
1. Introdução: o campo de batalha ultrapassou o território
Durante séculos, a guerra foi compreendida predominantemente a partir do domínio territorial. Exércitos conquistavam posições, destruíam capacidades militares, ocupavam territórios, interrompiam linhas logísticas e procuravam impor sua vontade política ao adversário. Essa realidade não desapareceu.
Os conflitos contemporâneos demonstram que território, capacidade industrial, logística militar, poder de fogo e recursos humanos continuam fundamentais.
Entretanto, uma segunda dimensão ganhou relevância estratégica: a capacidade de fazer a sociedade adversária deixar de funcionar normalmente. Uma sociedade contemporânea depende de sistemas altamente interconectados. A eletricidade depende de redes digitais. As telecomunicações dependem de energia. O sistema financeiro depende de telecomunicações e data centers. A logística depende de energia, telecomunicações, satélites, portos e sistemas informatizados. Hospitais dependem simultaneamente de energia, telecomunicações, logística, água e sistemas digitais.
As forças militares também dependem, em diferentes graus, dessas mesmas infraestruturas civis. Forma-se, portanto, uma enorme rede de interdependências.
A atualização dos Resilience Baseline Requirements da OTAN, publicada em setembro de 2026, reconhece precisamente esse ambiente. O documento considera, entre outros fatores, ataques físicos e sabotagem contra infraestruturas críticas, ataques cibernéticos capazes de comprometer serviços essenciais, tecnologias emergentes e disruptivas, dependências econômicas estratégicas, supply chains, eventos ambientais e dependência crescente de ativos espaciais. Também destaca explicitamente interdependências, efeitos em cascata e crises simultâneas e complexas.
Surge daí uma questão fundamental: Qual é o verdadeiro alvo estratégico na guerra contemporânea: o ativo ou a função que depende dele? Esta pergunta muda significativamente a análise geopolítica. Destruir uma instalação é uma ação física. Paralisar uma função essencial pode constituir uma ação sistêmica. Qual o mais estratégico?
É nesse ponto que emerge o conceito proposto neste artigo: Guerra Sistêmica.
2. Da guerra convencional à guerra sistêmica
A literatura estratégica já utiliza conceitos como guerra híbrida, guerra irregular, guerra cibernética, guerra econômica, operações de informação e competição abaixo do limiar do conflito armado. Esses conceitos permanecem válidos. Entretanto, a questão central não é apenas a multiplicidade dos instrumentos empregados. É a interação entre eles e os efeitos sistêmicos produzidos.
Uma ação cibernética pode provocar interrupção operacional. Uma interrupção operacional pode afetar logística. A interrupção logística pode provocar escassez. A escassez pode gerar pressão econômica. A pressão econômica pode produzir instabilidade social. A instabilidade pode gerar pressão política. Portanto:
Cyber → Operação → Logística → Economia → Sociedade → Governo
Não estamos diante de seis riscos independentes. Estamos diante de uma cadeia sistêmica de propagação. Podemos, portanto, conceituar:
Guerra Sistêmica é o emprego coordenado, combinado ou convergente de capacidades militares e não militares destinado a degradar funções essenciais do adversário por meio da exploração de vulnerabilidades, dependências e interdependências, produzindo efeitos diretos, indiretos e em cascata sobre o Estado, a economia, as forças militares e a sociedade.
A diferença é importante. Na guerra convencional, busca-se frequentemente destruir a capacidade. Na guerra sistêmica, pode ser suficiente interromper a função.
3. A infraestrutura crítica como componente do poder nacional
Infraestruturas críticas deixaram de representar apenas um problema de engenharia, continuidade operacional ou proteção patrimonial. Passaram a constituir componentes do poder nacional. Entre elas estão: energia; telecomunicações; água; transporte; portos; aeroportos; sistemas financeiros; data centers; cloud computing; sistemas de saúde; satélites; sistemas de posicionamento e navegação; cadeias logísticas; cabos submarinos.
A essência do efeito cascata muda a estratégia e os meios táticos: O problema estratégico decorre das conexões existentes entre esses sistemas. Considere-se uma interrupção prolongada de energia elétrica. Ela pode afetar telecomunicações. As telecomunicações podem afetar sistemas financeiros. Sistemas financeiros podem comprometer pagamentos. Pagamentos podem afetar abastecimento. Abastecimento pode produzir consequências sociais. Consequências sociais podem pressionar governos. O alvo inicial era energético. O impacto final pode ser político.
A OTAN incorporou essa preocupação diretamente aos seus requisitos de resiliência de 2026, determinando que a análise de fornecimento energético considere capacidade industrial, interdependências, efeitos em cascata e impactos secundários. O mesmo documento exige que os sistemas civis de comunicação sejam avaliados considerando efeitos sobre governo, emergência, energia, transporte e saúde. Portanto, proteger individualmente cada ativo já não é suficiente. É necessário compreender como o sistema funciona.
4. O mar tornou-se infraestrutura digital
Um dos melhores exemplos dessa transformação são os cabos submarinos. A infraestrutura parece fisicamente simples: cabos instalados no fundo do oceano. Entretanto, sua importância sistêmica é extraordinária. A Comissão Europeia estima que cabos submarinos de dados transportem aproximadamente 99% do tráfego intercontinental da internet.
Em fevereiro de 2026, a União Europeia publicou seu Submarine Cable Security Toolbox. O documento surgiu depois de diversos incidentes envolvendo cabos submarinos e trabalha a segurança e resiliência dessas infraestruturas considerando três elementos muito relevantes: ameaças – vulnerabilidades - dependências.
A estratégia percorre o ciclo:
prevenção → detecção → resposta → recuperação → dissuasão
Essa lógica demonstra uma mudança importante.
Importante notar que os ativos mudaram seu posicionamento com o estudo da interdependência. Assim o cabo submarino deixou de ser analisado simplesmente como infraestrutura de telecomunicações. Passou a ser analisado como infraestrutura estratégica sistêmica. Um único evento pode produzir uma sequência:
Cabo submarino
↓
Telecomunicações
↓
Cloud/Data Centers
↓
Sistema financeiro
↓
Empresas
↓
Serviços públicos
↓
Sociedade
Quanto maior a dependência e menor a redundância, maior o potencial de propagação, consequentemente exige uma resposta extremamente ágil e flexível.
5. O espaço como infraestrutura crítica
A mesma lógica ocorre no espaço. Satélites deixaram de ser recursos exclusivamente científicos, de comunicação ou militares. São infraestrutura básica da sociedade moderna. Sistemas espaciais sustentam: posicionamento; navegação; sincronização temporal; meteorologia; telecomunicações; agricultura; transportes; operações financeiras; monitoramento ambiental; inteligência; comando e controle militar.
A atualização dos requisitos de resiliência da OTAN em 2026 destaca explicitamente as vulnerabilidades geradas pela crescente dependência das funções essenciais da sociedade e das capacidades militares em relação aos ativos espaciais.
Considere-se o GNSS. Uma degradação significativa pode atingir simultaneamente:
GNSS → navegação → aviação → transporte marítimo → logística terrestre →
agricultura → telecomunicações → operações militares
Novamente, o satélite não representa somente um ativo. Representa um nó de uma rede sistêmica.
6. O setor privado entrou definitivamente no campo estratégico
Há outra transformação particularmente importante. Grande parcela da infraestrutura necessária ao funcionamento dos Estados não pertence aos Estados mais hoje em dia! Pertence ao setor privado.
Em julho de 2026, a OTAN publicou orientações específicas para ampliar a cooperação público-privada em resiliência. O diagnóstico é claro: empresas privadas possuem e operam parcela substancial das infraestruturas que sustentam transportes, comunicações, energia, alimentos, água, medicamentos, administração pública e fluxos de informação. Consequentemente, defesa nacional e continuidade econômica passam a compartilhar infraestruturas. Isso altera profundamente o conceito tradicional de segurança nacional.
Uma empresa de telecomunicações pode tornar-se relevante para defesa. Uma empresa logística pode tornar-se relevante para mobilização militar. Um porto comercial pode tornar-se estratégico para deslocamento de tropas e equipamentos. Uma empresa de cloud pode hospedar serviços governamentais críticos.
Uma constelação comercial de satélites pode fornecer serviços essenciais durante crises e conflitos. Portanto:
Estado + Forças Armadas + Infraestrutura Privada + Sociedade = Sistema Nacional de Resiliência
A fronteira entre segurança pública, segurança privada, defesa e continuidade empresarial torna-se progressivamente permeável. A OTAN recomenda, inclusive, avaliações conjuntas de risco, mapeamento integral de cadeias críticas, identificação de fornecedores alternativos, redundância, exercícios conjuntos e mecanismos para rápida reparação das infraestruturas. Isso representa uma transformação estratégica significativa.
7. Os seis campos interdependentes da guerra sistêmica
Podemos organizar o ambiente contemporâneo em seis campos estratégicos.
7.1 Campo físico
Território, infraestrutura, forças militares, instalações, equipamentos e população. Continua sendo fundamental.
7.2 Campo digital
Redes, dados, sistemas corporativos, OT, ICS, cloud, telecomunicações e inteligência artificial. Uma ação digital pode produzir consequências físicas.
7.3 Campo espacial
Satélites, comunicação, sensoriamento, navegação, sincronização e inteligência.
7.4 Campo submarino
Cabos de telecomunicações, cabos de energia, gasodutos, oleodutos e outras infraestruturas offshore.
7.5 Campo econômico-logístico
Supply chains, energia, matérias-primas, componentes estratégicos, transporte, capacidade industrial, portos e financiamento.
7.6 Campo cognitivo-informacional
Informação, percepção, confiança, desinformação, influência e coesão social. O elemento decisivo não é analisar cada campo separadamente. É compreender as interfaces entre eles. A Guerra Sistêmica acontece justamente nessas interfaces.
8. Motricidade: nem toda infraestrutura crítica possui a mesma importância sistêmica
A análise tradicional de risco tende a perguntar: Qual a probabilidade? Qual o impacto? Essas duas perguntas continuam necessárias. Mas, diante de sistemas complexos, surge uma terceira:
Quanto este elemento influencia os demais? Chamaremos essa característica de motricidade. Um ativo pode possuir impacto direto relativamente limitado e, ao mesmo tempo, elevada capacidade de propagação. Considere três infraestruturas hipotéticas:
A primeira atende uma função importante, mas isolada. A segunda atende várias funções. A terceira constitui um ponto de dependência compartilhado por dezenas de organizações e serviços. Mesmo que apresentem criticidade semelhante na análise tradicional, a terceira pode possuir motricidade muito superior.
Assim:
Criticidade = importância do risco sobre o ativo/função analisado.
Motricidade = capacidade desse risco ou ativo influenciar outros componentes do sistema.
Para a geopolítica contemporânea, essa distinção é fundamental. O adversário racional procurará identificar não necessariamente o maior ativo, mas o nó cuja interrupção produz maior efeito sistêmico.
9. Do alvo crítico ao nó sistêmico
Isso leva a uma transformação conceitual. Durante muito tempo, procuramos identificar ativos críticos. Agora precisamos também identificar nós sistêmicos. Um nó sistêmico possui elevada quantidade ou intensidade de relações com outras funções.
Podemos representar:
Nó Sistêmico = Criticidade + Motricidade + Interdependência + Baixa Substituibilidade
Quanto maior a importância do nó, maior deve ser a preocupação com: redundância; diversificação; estoques; rotas alternativas; fornecedores alternativos; capacidade de reparação; continuidade; monitoramento; inteligência; coordenação público-privada.
A pergunta estratégica deixa de ser apenas: “Quais são nossos ativos críticos?”
E passa a incluir: “Quais ativos, quando interrompidos, provocam maior degradação no restante do sistema?”
10. Pressão sistêmica e capacidade de resiliência
A guerra sistêmica pode ser analisada a partir de duas forças.
De um lado: PRESSÃO SISTÊMICA
Do outro: CAPACIDADE DE RESILIÊNCIA
A pressão sistêmica resulta da combinação de ameaças capazes de atuar sobre o sistema: ataques militares; cyber; sabotagem; interrupção energética; bloqueios; sanções; desinformação; interferência espacial; ruptura logística; eventos ambientais; pressões econômicas. O conjunto e sua posição na Matriz de Riscos determinam uma parte da pressão que o país está exposto.
A segunda fração da pressão é a identificação dos ativos motrizes, os de ligação e ou propagadores, os dependentes e autônomos. Esta segunda avaliação fecha a pressão sistêmica que o país está exposto.
A resiliência representa a capacidade de: antecipar → resistir → absorver → responder → recuperar → adaptar
Essa relação é decisiva. Uma sociedade submetida a grande pressão sistêmica pode continuar funcionando se possuir elevada capacidade de resiliência. Outra sociedade submetida a pressão menor pode sofrer consequências severas se possuir baixa resiliência.
Portanto: Impacto Sistêmico não depende somente da intensidade da ameaça. Depende também da fragilidade das interdependências.
11. Resiliência como componente da dissuasão
Aqui surge uma consequência geopolítica particularmente relevante. Resiliência não representa somente capacidade de recuperação.
Pode também funcionar como componente da dissuasão. Se um adversário acredita que: a infraestrutura possui redundância; os serviços possuem alternativas; as cadeias logísticas são diversificadas; as instituições conseguem coordenar respostas; a população está preparada; o setor privado possui planos de continuidade; a recuperação será rápida; então o benefício estratégico esperado do ataque diminui.
Podemos citar como exemplo o ataque de Israel e Estados Unidos contra o Irã. O resultado do ataque não foi o esperado, tendo que contentar-se com uma negociação. Uma virada da estratégia na guerra contemporânea.
A OTAN estabelece relação direta entre resiliência, defesa e dissuasão e considera a resiliência nacional e coletiva uma base importante para o cumprimento de suas tarefas.
Podemos, portanto, formular: Quanto maior a resiliência sistêmica, menor tende a ser a capacidade de coerção decorrente da interrupção de funções essenciais. De novo citamos o Irã. Avaliem as consequências e por exemplo da imagem dos Estados Unidos, perante o mundo. Ficou muito desgastada. Resiliência deixa, assim, de ser somente uma política defensiva. Transforma-se em instrumento estratégico.
12. O problema da fragmentação
Entretanto, existe um obstáculo. As estruturas administrativas continuam organizadas predominantemente por setores: energia; transportes; telecomunicações; defesa; cyber; saúde; economia; segurança.
O risco, entretanto, atravessa todas elas. Temos, portanto, um paradoxo: Os sistemas são interdependentes, mas sua governança frequentemente permanece fragmentada. Falta uma orquestração. Falta um maestro que coordene de forma integrada.
Uma interrupção energética não respeita a estrutura ministerial. Um ataque cibernético não respeita departamentos. Uma ruptura logística não respeita fronteiras organizacionais. Uma campanha híbrida pode utilizar simultaneamente diversas vulnerabilidades.
A União Europeia reconhece problema semelhante ao adotar em sua Preparedness Union Strategy uma abordagem all-hazards e whole-of-society, procurando integrar diferentes tipos de ameaças e envolver governos, organizações, empresas e cidadãos.
O desafio contemporâneo da gestão estratégica passa, portanto, por reduzir a fragmentação.
13. Uma proposta de análise sistêmica
Para compreender esse novo ambiente, propõe-se uma sequência analítica de sete etapas.
1. Identificar funções essenciais: O que não pode parar?
2. Identificar ativos essenciais – não mais críticos: Quais ativos sustentam essas funções?
3. Mapear interdependências: De quais outros sistemas cada função depende?
4. Identificar nós sistêmicos: Quais componentes possuem maior motricidade?
5. Construir inúmeros cenários de interrupção: O que acontece se determinado nó deixar de funcionar?
6. Avaliar capacidade de resiliência: Existem redundância, alternativas, estoques, planos, capacidade de recuperação e governança?
7. Realizar exercícios e testes de stress: O sistema funciona na prática ou somente no planejamento?
A sequência muda a perspectiva. Não analisamos somente ameaças. Analisamos o comportamento do sistema diante das ameaças.
13. Da proteção à resiliência
Durante décadas, grande parte da segurança concentrou-se na proteção. Proteger instalações. Proteger redes. Proteger pessoas. Proteger dados. Tudo isso permanece necessário. Mas nenhuma sociedade consegue proteger absolutamente todos os ativos contra todas as ameaças. Por isso, a pergunta estratégica precisa mudar.
De: “Como impedir que aconteça?”
Para também incluir: “Como continuaremos funcionando quando acontecer?”
Essa é a transição da proteção para a resiliência.
Proteção procura evitar a ruptura. Resiliência procura garantir que a ruptura não se transforme em colapso.
14. Conclusão — vencer significa continuar funcionando
A guerra contemporânea não aboliu a guerra convencional. Tanques continuam relevantes. Mísseis continuam relevantes. Navios continuam relevantes. Território continua relevante. Entretanto, ao lado desses elementos surgiu outro espaço estratégico: a arquitetura funcional das sociedades modernas.
Energia, cyber, telecomunicações, satélites, transportes, portos, sistemas financeiros e supply chains passaram a formar um sistema profundamente interdependente. Nesse contexto, o objetivo de uma ação hostil pode não ser destruir a infraestrutura adversária.
Pode ser simplesmente produzir degradação suficiente para impedir que a sociedade funcione normalmente. A lógica estratégica muda: da destruição do ativo para a interrupção da função. Do alvo isolado para o nó sistêmico. Da criticidade para criticidade + motricidade. Da proteção para a resiliência. Da análise fragmentada para a análise das interdependências.
E talvez esta seja uma das principais transformações geopolíticas do século XXI. Na Guerra Sistêmica, a capacidade de um Estado não será medida apenas por quantas ameaças consegue neutralizar. Será medida também por quanto de sua sociedade consegue continuar funcionando enquanto está sendo atacada.
Nesse ambiente, resiliência deixa de constituir apenas uma característica desejável. Transforma-se em poder nacional.
Referências essenciais
NORTH ATLANTIC TREATY ORGANIZATION – NATO. 2026 Resilience Baseline Requirements. Bruxelas, 15 set. 2026.
NORTH ATLANTIC TREATY ORGANIZATION – NATO. Guidance for Enhancing Public-Private Cooperation for Resilience. Bruxelas, 16 jul. 2026.
EUROPEAN COMMISSION. Security and Resilience of EU Submarine Cable Infrastructures – Cable Security Toolbox. Bruxelas, 2026.
EUROPEAN COMMISSION. EU Preparedness Union Strategy. Bruxelas, 2025.
MORIN, Edgar. Introdução ao Pensamento Complexo. Porto Alegre: Sulina.
BECK, Ulrich. Sociedade de Risco: rumo a uma outra modernidade. São Paulo: Editora 34.
Brasiliano, Antonio Celso Ribeiro Brasiliano; Schons, Decio Luiz; Sistema de Complexidade em Riscos – SCGR. Em finalização
SENGE, Peter. A Quinta Disciplina. São Paulo: BestSeller.
GODET, Michel. Creating Futures: Scenario Planning as a Strategic Management Tool. Economica.
ISO. ISO 22316 – Security and Resilience: Organizational Resilience — Principles and Attributes.
ISO. ISO/TS 31050 – Risk Management — Guidelines for Managing an Emerging Risk to Enhance Resilience.
