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Geopolítica Mundial em Pauta: O que você precisa saber sobre o Conflito no Oriente Médio

Marcos Alves Junior, CIEIE, CIGR, CPSI
Redator, Editor de texto, Criador de vídeos. Cursou Gestão Empresarial na Anhanguera. Formado pela Uninove – Universidade Nove de Julho em Comunicação Social – Jornalismo.
Assistente de Comunicação e Marketing na Brasiliano INTERISK.

Junho | 2025                                                                                                                                                    

Há algum tempo temos utilizado nossos textos para abordar acontecimentos da geopolítica mundial que podem, direta ou indiretamente, impactar nossas vidas. O fato é que, sempre que algo relevante ocorre, surgem preocupações quanto à estabilidade e à segurança internacionais — e esse movimento também influencia o mercado econômico.

Um exemplo é que, em fevereiro de 2024, já discutíamos os desafios e tensões da geopolítica global e seus possíveis impactos nas organizações. Isso não era por acaso: naquela data, a guerra entre Rússia e Ucrânia completava dois anos, enquanto outros conflitos também ganhavam força em diferentes regiões do mundo, como o embate entre Israel e Hamas, a disputa territorial entre Venezuela e Guiana, a relação delicada entre Taiwan e China, além do Equador, que vivia em estado de guerra.

Desta vez, estamos aqui para falar sobre um novo conflito que teve início na noite da última sexta-feira, 13 de junho (horário de Brasília), quando Israel lançou um ataque aéreo sem precedentes contra o Irã. A ofensiva resultou na morte de altos oficiais iranianos, incluindo o comandante da Guarda Revolucionária, general Hossein Salami, e outros generais. O ataque marcou o início de uma escalada no confronto, com retaliações por parte do Irã e uma série de bombardeios subsequentes.

Nosso objetivo aqui hoje é fazer uma linha do tempo com os principais acontecimentos, deste o início do conflito em 13 de junho, até a data desta matéria. Mas para isso precisamos contextualizar, para deixar mais claros os motivos pelos quais Israel tomou essa medida drástica.

A história das relações entre Irã e Israel é complexa e cheia de reviravoltas, com conflitos que se agravaram de vez após a Revolução Islâmica de 1979. Foi a partir desse momento que o Irã decidiu romper laços com Israel, passando a vê-lo como um inimigo.

Desde então, a tensão só aumentou: o Irã tem dado suporte a grupos armados que se opõem a Israel, como o Hezbollah e o Hamas, enquanto Israel, por sua vez, tem respondido com operações sigilosas, ataques a bases militares e ações para conter o programa nuclear iraniano.

O que antes era uma disputa travada nos bastidores, por meio de guerras indiretas e regionais, ganhou uma nova e perigosa dimensão nos últimos anos, com confrontos mais abertos. Essa escalada acende um alerta e aumenta, infelizmente, o risco de um conflito ainda maior no Oriente Médio.

Dito isso, vamos à linha do tempo dos acontecimentos:

Sexta-feira, 13 de Junho de 2025

• Início do Conflito: Israel lança ataques em grande escala contra instalações nucleares e militares no Irã. Este ataque surpresa, denominado "Operação Leão em Ascensão", eliminou parte do alto escalão do comando militar iraniano.

• Retaliação Iraniana: O Irã lança um ataque retaliatório massivo contra Israel, disparando mais de 150 mísseis balísticos e mais de 100 drones.

Sábado, 14 de Junho de 2025

• Continuação dos Ataques: Irã continua ataques a Israel, causando dezenas de feridos e mortes. Israel e Irã trocam ataques aéreos no terceiro dia de conflito.

Segunda-feira, 16 de Junho de 2025

• Escalada e Controle Aéreo: Israel bombardeia Teerã e anuncia ataques a dezenas de instalações iranianas, afirmando ter "controle aéreo total" sobre a capital iraniana.

Terça-feira, 17 de Junho de 2025

• Reivindicação de Ataque: Irã reivindica ataque contra centro do Mossad em TelAviv.

• Ameaça de Intensificação: Irã diz que ataques contra Israel se intensificarão nas próximas horas.

Quarta-feira, 18 de Junho de 2025

• Novo Ataque Iraniano: Irã volta a atacar Israel.

Sábado, 21 de Junho de 2025

• Conflito no 9° Dia: O conflito chega ao 9° dia sem sinal de cessar-fogo, com a

ONU alertando para o risco de a situação sair do controle.

• Ataque dos EUA ao Irã (Noite de sábado, 21 de junho - Horário de Brasília): Os Estados Unidos iniciam uma operação de bombardeio contra três instalações nucleares no Irã. O presidente Donald Trump confirmou os ataques às 20h50 (horário de Brasília).

Domingo, 22 de Junho de 2025

• Reação Iraniana ao Ataque dos EUA: Relatos indicam retaliação do Irã contra

Israel após o ataque dos EUA.

• Israel fecha espaço aéreo: Israel fecha seu espaço aéreo após os ataques dos

EUA ao Irã.

Segunda-feira, 23 de Junho de 2025

• Israel bombardeia Irã: Israel bombardeia áreas de lançamento e armazenamento de mísseis terra-terra no Irã, no 11° dia de conflito.

• Irã busca apoio: Irã busca apoio da Rússia em meio à escalada do conflito com EUA e Israel.

• Irã bombardeia base americana no Catar como forma de retaliação (Irã avisou tanto os EUA quanto o Catar horas antes).

Terça-feira, 24 de Junho de 2025

• Cessar-Fogo Anunciado: O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anuncia que o cessar-fogo entre Israel e Irã entrou em vigor.

• Início do Cessar-Fogo: O cessar-fogo entre Irã e Israel começa com trocas de acusações sobre violação do acordo.

• Disputa de Narrativa: Irã e Israel disputam a narrativa da vitória após 12 dias de confronto.

Vale destacar que, nesta linha do tempo, o foco está nos principais acontecimentos que influenciaram diretamente os rumos do conflito. Por isso, alguns episódios diplomáticos, declarações e eventos menores podem não estar incluídos, por não terem impactado de forma significativa a direção ou a escalada da crise.

O fato de o Irã ter optado por uma retaliação controlada, no qual avisou e que não teve nenhum ferido deixou claro que ele estava buscando diplomacia. No entanto, temos que lembrar que esse regime jura morte a Israel e à América (EUA) há algum tempo. Isso nos faz pensar se não é uma saída estratégica por estar enfraquecido e/ou por querer explorar o que pode ter recuperado do seu programa nuclear.

Os números desse conflito falam por si, e doem, pois, sabemos que a grande maioria das vítimas são inocentes que sofreram com os bombardeios, segundo levantamento realizado pelo G1. No Irã, as autoridades falam em 610 vidas perdidas e 4.746 feridos por conta dos ataques israelenses. Mas há outra perspectiva, a da ONG Human Rights Activists News Agency, que aponta um cenário ainda mais doloroso, com 974 mortos e 3.400 feridos. Do lado de Israel, a retaliação iraniana deixou um rastro de 28 mortes e mais de 1.400 feridos. Foi um momento sem precedentes, em que a defesa antiaérea israelense, pela primeira vez, não conseguiu conter a força dos mísseis iranianos. Números que nos lembram da urgência da paz.

É sempre bom lembrar: o mundo dos negócios hoje em dia é como um mar agitado, cheio de incertezas e mudanças rápidas. Isso significa que, a todo momento, surgem tanto perigos quanto chances de ouro para as empresas. Por causa disso, é fundamental que os líderes tenham uma visão completa e abrangente de como gerenciar os riscos. Assim, eles conseguem navegar melhor nesse cenário e tomar as melhores decisões.

A Brasiliano INTERISK, em face desse cenário, estruturou uma equipe multidisciplinar formada por técnicos em gestão de riscos, acadêmicos em Segurança Internacional/Relações Internacionais/Geopolítica, além de militares de alta patente especializados em estudos de geopolítica, para oferecer ao mercado a consultoria de geopolítica e cenários prospectivos.

Pensando nesse cenário complexo, a Brasiliano INTERISK juntou especialistas em gestão de riscos, gente que entende tudo de Segurança Internacional, Relações Internacionais e Geopolítica, e até militares de alta patente com experiência em estudos geopolíticos. Tudo isso para oferecer ao mercado uma consultoria de ponta em geopolítica e cenários futuros. Nosso objetivo é ajudar as empresas a entenderem melhor o mundo e se prepararem para o que vem por aí.

Pode ser que, em algum momento, a Gestão de Riscos Geopolíticos tenha parecido algo distante ou até desnecessário. Mas, no cenário atual, ela se mostra cada vez mais crucial!

As empresas que começarem a pensar nisso agora, sairão na frente e estarão muito mais preparadas para o futuro. Se a sua empresa quer se destacar e estar à frente das outras, precisa pensar diferente. Poucas organizações ainda se dedicam a essa gestão, talvez por acharem que é um risco pequeno, que a chance de acontecer é mínima, ou até mesmo porque esses conflitos parecem distantes geograficamente. Mas, convenhamos, essa não é uma boa desculpa.

Existe uma frase muito conhecida entre especialistas de economia e política que diz: “Quando os países desenvolvidos pegam uma gripe, os países emergentes têm pneumonia”. Essa frase ilustra perfeitamente como crises econômicas, guerras e instabilidades, mesmo que distantes, podem gerar uma recessão severa que afeta de forma desproporcional os países em desenvolvimento. Ignorar esses riscos é colocar o futuro da sua empresa em jogo.

Nenhum de nós querer que esses conflitos escalam e/ou aconteçam guerras em proporções ainda maiores, mas a melhor forma de resistir caso aconteça é se preparando para o pior. Não podemos nos entregar para a sorte e/ou para o acaso.   

*Obs: As informações usadas nesta matéria foram coletadas somente até 24/06/2025, ou seja, acontecimentos após está data não estarão inclusas*

Referencias (As matérias analisadas para produzir a linha do tempo foram coletadas dos portais de notícias): https://g1.globo.com/mundo/; https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/https://www.bbc.com/portuguese/topics/cmdm4ynm24kt

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