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Âncora 1

ANÁLISE

Violência Urbana e
a importância da Segurança Privada

Dr. Antônio Alves Mota, CPSI, DIDS

Doctor Of Philosophy In International Security Sciences pela Cambridge International University,
Pós-Graduado em Políticas e Estratégias. É Diretor de Projetos e Relações Internacionais CEAS-BRASIL.

A violência urbana e a insegurança no mundo inteiro e especialmente no Brasil, é um fenômeno que se agrava de forma crescente e sem o controle eficiente por parte dos órgãos de segurança pública, a sensação de insegurança se instalou de forma permanente entre as populações em geral, independentemente de classe social, em pessoas físicas ou jurídicas. 

Estes altos índices de violência vêm se agravando e aumentando conforme mostram as pesquisas realizadas anualmente pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo o próprio FBSP (2017), mais de 63 mil pessoas foram mortas de forma violenta no Brasil.

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Em 2018, já aconteceram milhares de mortes violentas de civis, além de várias mortes de policiais. Os dois últimos casos no cenário de violência e intolerância mais relevantes ocorridos no Brasil, foram a morte da Vereadora Carioca Marielle Franco no dia 14 de março juntamente com seu Motorista Anderson Pedro Gomes no Rio de Janeiro – RJ, e o atentado contra o então presidenciável Jair Bolsonaro ocorrido no dia 07 de setembro em Juiz de Fora - MG.

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Com esse cenário de insegurança acima citado, a segurança privada passa a ter uma importância muito maior sendo cada vez mais necessária e indispensável para a segurança patrimonial e de pessoal de empreendimentos sejam eles: industrial; comercial; bancário; de tecnologia; residencial; refinarias; mineradoras; etc. e por tanto, deve ser realizada com estratégias, inteligência, serviços e sistemas integrados com meios humanos, dispositivos eletrônicos, politicas, normas e procedimentos formando um conjunto de medidas e ações preventivas e de controles que são capazes de gerar uma conjuntura, na qual os objetivos e os pontos vitais desses empreendimentos estejam em condições menos expostas e mais protegidas, proporcionando menor probabilidade  de influencias e de ações inopinadas advindas de ameaças internas ou externas. Com esse cenário, as empresas especializadas na prestação de serviços de segurança privada têm um papel fundamental e podem contribuir de forma relevante quando contratadas para tais serviços, inclusive, sendo um complemento a segurança pública conforme já estabelecido na política de segurança privada (Portaria 3.233/2012 – DG/DPF). 

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Como profissional de segurança empresarial com mais de 28 anos em empresas nacionais e multinacionais, alerto que devemos atentar para o fato de que para superar as dificuldades e os obstáculos que venham a surgir no mercado de trabalho, exige do profissional contemporâneo: autoconhecimento, habilidades e atitudes, além de iniciativa, criatividade, aprendizagem contínua, boa comunicação, agilidade e flexibilidade para lidar com pessoas, saber trabalhar em equipe e saber empregar os meios tecnológicos. 

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A América latina tem o maior contingente de profissionais de segurança privada do mundo. De acordo com um Relatório de Armas Leves publicado no ano de 2011 pelo Instituto de Estudos Internacionais e de Desenvolvimento, mostrou o quanto a segurança privada cresceu nos últimos 20 anos e empregava só naquele ano 20 milhões em média de pessoas no setor, sendo quase o dobro do efetivo de policiais em atividade.

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Em vários países existem leis aprovadas que buscam gerar níveis de regulamentação do negócio da segurança privada, mas é percebido também que ainda há uma carência de estruturas para realizar as atividades e ferramentas definidas por lei. Vimos então a necessidade de que cada país tenha sua legislação de segurança privada específica, haja visto que atua no seguimento de segurança com a utilização de material bélico, o que carece de regulamentação, fiscalização e o controle por órgãos oficiais dos governos.

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Na minha opinião, o Brasil tem uma das legislações de segurança privada mais bem elaboradas do mundo (Lei 7 102/1983, regulamentada pelo Decreto 89.056/1983 e normatizada atualmente pela portaria nº 3.233/2012 - DG/DPF, de 10 de dezembro de 2012.), faltando apenas maior empenho da CGCSP – Coordenação-Geral de Controle de Serviços e Produtos, para a fiscalização e o combate aos que praticam esta atividade de forma ilegal, tidos como clandestinos. 

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As empresas especializadas na prestação de serviços de segurança privada no Brasil, contam com o apoio institucional e na interação com os órgãos governamentais e entidades de classe através da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores – FENAVIST, em São Paulo existe o SESVESP e nos demais estados existem os SINDESP - Sindicato das Empresas de Segurança Privada. 

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