PONTO DE VISTA

2019 começa com Risco de Mercado extremamente volátil, porém com grande foco de estabilidade.

Modelo mental é outro!

Iniciamos 2019 com a troca dos governos federal e estadual em todo Brasil, e a população brasileira depositando uma enorme expectativa de “virada de mesa”, grandes mudanças estruturais, mudanças estas que sabemos que não são fáceis. Albert Einstein já discursa que: “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”.

Neste aspecto temos que reconhecer que a nova equipe econômica do Presidente Bolsonaro, composta pelos liberais de Paulo Guedes provocaram um novo modelo mental a nós brasileiros: o mercado é a força motriz para o desenvolvimento socioeconômico, e não o Estado. Minha opinião, fantástico. Mas quem é o mercado? 

A resposta já existe desde o século XVIII, 1776, quando Adam Smith lançou seus cinco volumes versando sobre Riqueza das Nações, onde trata que o mercado tem que ser regulado por ele mesmo, pela famosa “mão do mercado”. Mercado são todos os agentes que movimentam a roda da economia, de indivíduos a empresas e governos, seja por meio de trabalho ou do capital. 

Paulo Guedes, o ministro da economia, líder do time dos liberais, tem um grande desafio para quebrar paradigmas no Brasil: Congresso novo pela frente; modelo político novo criando uma disrupção no modelo antigo do “toma lá da cá”, um estrago tão grande para o Brasil que o deixou simplesmente quebrado em todas as esferas. 

Fora esses temos muitos outros ainda pela frente, como por exemplo o ranço de políticas públicas erradas sendo mantidas por anos a fio, com objetivos espúrios. Temos um exemplo claro quando vemos o economista americano Paul Krugmann escrevendo e dizendo que as políticas públicas do antigo governo brasileiro estavam no caminho correto, sendo ele um membro da Escola Keynesiana, ou seja, investimento tem que ser do Estado. Mais ainda Paul se vende como um neokeynesiano. O Estado realiza grandes investimentos – gastos – e tem de haver abertura econômica para a comercialização global. 

O verdadeiro liberalista pode ser representado pelo economista da Escola de Chicago Milton Friedman, Nobel em 1976. Não sou economista, mas ainda me lembro dos tempos do bacharelado em administração do Mackenzie, nas aulas de economia, os professores batendo nas respectivas escolas. 

Por esta razão é que não compreendo porque nossa elite empresarial, que tem que ter apreço pelo trabalho, visão fora da caixa, geração de oportunidades e rendas, o que automaticamente fazem gerirem riscos, desenvolvam uma melhor compreensão sobre o que representa o verdadeiro liberalismo!

Seguindo a lógica de Bolsonaro e de Guedes, “Mais Brasil e Menos Brasília”, é importante que nós brasileiros sigamos também o caminho de “Mais liberalismo e menos keynesianismo”. 

Traduzindo: Mais iniciativa, mais ousadia, mais apetite ao risco e menos estado! Temos visto grandes corporações entrando em recuperação judicial, grandes bancos tendo impostos perdoados nestes últimos tempos, estados e municípios em déficit público. 

Má gestão? Paguem a conta! Vergonha! Cara de Pau! 

No seu último livro, Nassim Taleb, autor dos best-sellers Lógica do Cisne Negro e AnTifrágil escreve sobre “Arriscando a Própria Pele – Assimetrias Ocultas no Cotidiano”, onde enfatiza que os sistemas aprendem por eliminação, que transferir riscos impede a aprendizagem. Ressalta que hoje em dia há muitas pessoas em explicar e falar do que fazer, mas não colocam a mão na massa! Não há evolução sem colocar a própria pele em risco. Arriscar a própria pele mantém a soberba humana sob controle!!

Por esta razão, nós brasileiros, neste momento de transição, que não será fácil, temos que falar menos e agir mais, termos mais atitude, sermos mais liberais. Arriscar a própria pele. Eu sempre arrisco! E você? 

Termino este ponto de vista, último de 2018, na expectativa, de que anos melhores virão, pois como liberal que sou, acredito que sejamos capazes de fazer uma verdadeira virada de mesa, ou como diz o americano: um “turn around”, citando o pensador Theodore Roosevelt, “É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito, nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota.”

Um ótimo natal a todos, um 2019 repleto de saúde e paz e que nosso Brasil e nós brasileiros consigamos encontrar nosso caminho para trilhar o sucesso!

Forte abraço a todos!  

         

Antonio Celso Ribeiro Brasiliano

Publisher da Revista Gestão de Riscos e Presidente da Brasiliano INTERISK
abrasiliano@brasiliano.com.br  

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