ESTUDOS

Cidade Matarazzo

Como o empreendimento aplica Inteligência em Riscos

Realizamos a entrevista com o Gustavo Vedove, gerente de Consultoria da Brasiliano INTERISK, responsável pelo projeto de segurança e Análise de Riscos da grandiosa obra que contemplará o futuro hotel 6 estrelas de São Paulo.

Localizado a menos de 200 metros da Avenida Paulista, as construções que resultarão na Cidade Matarazzo seguem ganhando forma. A área referente a 27.419 metros quadrados que abrange os, até então, abandonados Hospital Umberto I (Conhecido como Hospital Matarazzo), a Capela Santa Luzia e a Maternidade Filomena Matarazzo vai ganhar um gigantesco complexo de luxo com lojas, hotel e apartamentos residenciais, além da reforma na Capela que passará a realizar casamentos.

A obra tem previsão de inauguração para 2020 e conta com a Brasiliano INTERISK participando do gerenciamento de riscos e elaboração do projeto de segurança do empreendimento a partir do software INTERISK, que está sendo utilizado para a realização da análise de riscos do empreendimento.

“Essa torre vai virar o símbolo de São Paulo. Será o equivalente do Empire State Building” 

O projeto da Cidade Matarazzo está sendo realizado sem descaracterizar as feições dos prédios centenários, respeitando as obras tombadas da área (Maternidade, Capela e Hospital).

O empreendimento é dividido em setores do hotel, retail, espaço para eventos, capela e uma torre comercial office, além dos estacionamentos, tornando o complexo multiuso e consequentemente exigindo da segurança dinamismo na operação, para a administração dos riscos.

Gustavo Vedove, Gerente de Consultoria, junto com a Kíssia Donato, arquiteta e urbanista ambos da Brasiliano INTERISK, fazem o acompanhamento do projeto de segurança do complexo. Gustavo descreve um pouco deste trabalho e da importância do projeto de segurança na planta:

- Como foi o projeto? Escopo do trabalho e principais experiências.

Começamos a trabalhar no projeto em 2016 e como é na empresa, iniciamos a elaboração do Projeto Integrado de Segurança, pela etapa da análise de riscos de segurança empresarial.Esta etapa da disciplina de segurança, consistiu em trabalhar em conjunto com a arquitetura e demais projetistas para entender as premissas e a operação do empreendimento, além da conjuntura externa, para depois avaliarmos as condições e riscos de segurança, cruzando estas informações com os desenhos arquitetônicos e outros fatores relacionados ao contexto do empreendimento. 

O software INTERISK, nosso principal produto, possibilitou a automação para que a análise de riscos desse enorme empreendimento fosse realizada e apresentada, seguindo o framework da ISO 31000 e avaliando os riscos conforme os critérios do Método Brasiliano de Análise de Riscos, pois estes podem ser aplicados a qualquer tipo de negócio, área, processo e até em projetos de segurança na planta. O software INTERISK possui diversas ferramentas e funcionalidades que melhoram e facilitam a gestão de riscos da sua empresa, abrangendo o escopo da Governança, Riscos e Compliance. 

Dessa forma, foi possível identificarmos quais são os riscos críticos e a importância de cada fator de risco do empreendimento, para então, enxergar o que poderia ser modificado ou acrescentado no projeto para minimizar os riscos e até reduzir o custo operacional, porém, sempre respeitando as questões estruturais e premissas do cliente. 

Não especificamente ao Cidade Matarazzo, mas falando de forma geral aos projetos que fazemos, independentemente da possibilidade maior ou menor de alteração do projeto arquitetônico para melhoria da segurança, o importante é enxergar os riscos e os fatores que possam potencializa-los, assim, medidas compensatórias, seja com sistemas eletrônicos ou na operação, poderão ser adotadas. Por isso, sempre ressaltamos a importância da análise de risco na fase do projeto, de preferência usando um software, como o INTERISK, para alcançar um estudo de risco totalmente aderente as melhores práticas. 

A segunda etapa do projeto, é a elaboração do plano de ação e no escopo do Cidade Matarazzo e demais projetos em plantas que executamos, temos como entregáveis:

Plantas DWG com projeto de CFTV, alarmes, controle de acesso, entre outros sistemas eletrônicos aplicáveis, incluindo legenda para todos os equipamentos, para identificação por tipo, como por exemplo, tipo de câmera (dome, speed dome, fixa, etc.). Incluímos outras necessidades, como o projeto da central de segurança e barreiras físicas adicionais, havendo necessidades, bem como a indicação de modificações arquitetônicas para melhoria da segurança, principalmente em relação ao controle de fluxo. 

As plantas são atualizadas a cada fase da arquitetura (EP - Estudo Preliminar, PE - Pré Executivo, E - Executivo e LO - Liberado para Obra), com objetivo de sempre rever as necessidades de segurança, caso algum detalhe seja alterado nos ambientes, ou até por conta de mudança maiores do projeto. 

Cálculo de banda e espaço em disco para armazenagem das imagens do CFTV por setor e pavimento, para dimensionamento da rede, visando compartilhar as informações do projeto de CFTV e controle de acesso, com o projetista de automação, servindo também para a concorrência da contratação do BMS (Building Management System), que geralmente é a empresa que faz a instalação do cabeamento estruturado, incluindo ativos e rede, o que inclui os switches do controle de acesso e CFTV. Este cálculo é realizado com base nas câmeras aplicadas no projeto, que são determinadas para suprir as necessidades de segurança, conforme resultado da análise de riscos. 

Relatório Tático: relatório adicional ao projeto em planta, com recomendações relacionadas ao posicionamento e dimensionamento de equipamentos de segurança, procedimentos de rotina, operacionais e da central de segurança, plano de ronda, entre outros equipamentos. 

Estas soluções variam de acordo com o empreendimento, suas premissas e definições operacionais e este foi o desafio positivo que tivemos, muito agregador e ainda estamos tendo no Cidade Matarazzo, pois para um grande complexo como este, multiuso e com setores interligados, é preciso ter experiência em segurança, em riscos, em arquitetura e sistemas eletrônicos, para elaboração de um Security Master Plan que não infrinja as premissas do projeto, mas ao mesmo tempo equilibre a gestão dos riscos dimensionando os recursos adequados para condução operacional. 

A terceira etapa do Projeto Integrado de Segurança, é a elaboração do Relatório Técnico, que é o memorial dos requisitos mínimos de todos os sistemas e equipamentos recomendados no projeto, como por exemplo, CFTV, Alarmes, Controle e Acesso, Servidores, entre outros. 

Este relatório tem o objetivo de assessorar o cliente na contratação do integrador, visando garantir que os sistemas eletrônicos sejam aplicados corretamente, conforme as necessidades identificadas na elaboração da análise de riscos. 

Quando na aplicação dos sistemas, também fazemos menção a evitar que o cliente compre uma “Ferrari” sem necessidade, ou seja, que gaste muito além do necessário, aumentando o custo do projeto e provavelmente o custo de manutenção, o que refletirá no custo operacional do empreendimento.

Empreendimentos do porte da Cidade Matarazzo necessitam de uma análise de riscos estruturada e automatizada. Depender de planilhas é incogitável quando desejamos realizar uma Gestão de Riscos eficaz.

Existem no mercado uma série de softwares que permitem realizar o Gerenciamento dos Riscos com mais agilidade e precisão. O exemplo que podemos citar é o software INTERISK, capaz de integrar todas as diferentes disciplinas de riscos da sua organização em um único local, sob um único Framework, possuindo funcionalidades únicas que resultam em resultados mais assertivos e fornecem a visão prospectiva para os usuários. Conheça melhor nossa ferramenta!

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