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Âncora 1

ANÁLISE

Segurança eletrônica no contexto da segurança patrimonial

Carlos Alberto Köhler, MBS, CPSI, CISI, CREA, CRA
Graduado em Segurança Pública, pós-graduando em Segurança Privada, autor do Livro
Gestão em Segurança Patrimonial: Aplicação do método PDCA e CEO do Grupo CINDAPA.

Embora a economia não tenha alcançado o desejadao por todos, o mercado da segurança eletrônica tem crescido anualmente, e foi neste sentido que a presidente da Associação Brasileira de Segurança Eletrônica – Abese, Selma Migliori declarou que a estimativa de crescimento para 2018 foi de 8%, demonstrando que o mercado de segurança eletrônica tem um amplo mercado a ser explorado.

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Mas será que a segurança eletrônica compete com o mercado de vigilância, se tornando uma ameaça aos vigilantes bem como o setor de vigilância privada?

Primeiramente precisamos alinhar os conceitos para evitarmos mal-entendidos. Segurança Patrimonial é o ato de gerir o patrimônio de uma empresa, evitando perdas, enquanto que Vigilância Patrimonial, é a atividade exercida por profissionais, neste caso os vigilantes, com a finalidade de garantir a incolumidade física das pessoas e a integridade do patrimônio.

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Assim sendo, há basicamente cinco grupos de mitigadores de riscos utilizados na Gestão da Segurança Patrimonial, analisando pela matriz SWOT, vamos ter quatro deles dentro do grupo fraquezas, que são: os controles, infraestrutura, tecnologia ou segurança eletrônica, e pessoal, e um no grupo ameaças, que são os fatores externos. Para assegurar a segurança contra as ameaças externas, como a criminalidade, a Gestão de Segurança Patrimonial necessita de mitigadores, como a infraestrutura, a tecnologia ou segurança eletrônica, os controles e o pessoal, que dentre eles estão os vigilantes. São eles quem utilizam a tecnologia ou segurança eletrônica, bem como os demais mitigadores. Eis a importância deles se manterem atualizados com a tecnologia. Na era de tecnologia, o conhecimento e sua utilização é o fator predominante para um bom profissional.

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Vimos que a segurança eletrônica não compete com a vigilância, bem pelo contrário, ela é uma forte aliada para mitigar riscos, não é por menos que as empresas estão utilizando a tecnologia a seu favor, por meio dela diminuímos as perdas, melhoramos o desempenho, diminuímos os riscos da vida dos vigilantes e otimizamos os custos.

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É o exemplo da alta tecnologia como os drones, que podem ser utilizados para visualização ou rondas em locais de risco, ou de difícil acesso, assegurando uma ampla e rápida visualização, permitindo mais agilidade e assertividade nas tomadas de decisões, sem a exposição do vigilante ao risco.

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Outro exemplo, é o emprego dos softwares inteligentes para identificação de suspeitos e/ou atitudes suspeitas. Com sua utilização, não se limita mais na visualização de um único do monitor de vídeos de cada vez, pois o software pode analisar um número incontável de imagens simultaneamente, alertando o monitor de vídeos apenas as inconsistências identificadas, permitindo a atuação do profissional somente quando ocorrer um evento, e com isso, diminui o estresse e a fadiga deste profissional.

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As identificações pelo uso de biometrias, principalmente pelas digitais e faciais, têm otimizado o controle dos acessos em locais onde há a necessidade de controles. A rapidez no cadastramento e liberação dos usuários, nos controles dos permissionamentos, bem como os registros dos acessos para consultas se tornou indispensável sua utilização. 

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Os sistemas de alarmes contra roubo estão cada vez mais inteligentes e a tecnologia empregada na fabricação dos sensores tem diminuindo muito os alarmes falsos. Na maioria das vezes que ocorre um falso alarme, o principal motivo tem sido a má utilização pelo usuário ou as especificações técnicas recomendadas pelo fabricante não tenham sido observadas e não por falha da tecnologia.  As empresas de monitoramento de alarmes trabalham para a satisfação dos consumidores, elas conhecem e seguem o Código de Defesa do Consumidor – Lei 8.078/90, fornecendo as melhores soluções nos projetos.

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Os aplicativos – APP nos smartphones também estão sendo fortes aliados na segurança, como por exemplo: o aplicativo de rondas que permite saber em tempo real a rota e o tempo das rondas, permitindo identificar os cancelamentos e/ou atrasos nas rondas. Além disso, eles fornecem um checklist do que o vigilante deve verificar em cada ponto de ronda, permitindo registrar as ocorrências e enviar automaticamente a informação aos gestores. Outro ponto importante, é que os APP alertam instantaneamente quando uma ronda foi realizada muito rápida (os APP permitem o planejamento de tempo das rondas), o que pode demonstrar que não foi observado com a devida atenção aos fatores de riscos e/ou riscos. Geram gráficos comparativos de tempo previstos versus realizado, bem como quem o realizou, o dia e horário, entre tantas outras informações úteis para uma boa gestão.

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Não restam dúvidas do quanto a tecnologia tem otimizado a Gestão da Segurança Patrimonial, trazendo mais eficiência e eficácia nos resultados, diminuindo os riscos que é o objetivo principal, bem como a diminuição dos custos.

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