GESTÃO

Segurança empresarial: indicadores para tomada de decisão

Raphael Alves
Formado em Gestão de Segurança Empresarial; Estágio em Inteligência pela EsIMEx – Escola de Inteligência Militar do Exército, MBA em Gestão de Projetos e Administração de Empresas; MBS (Master Business Security) pela Brasiliano INTERISK. Coordenador de Segurança Patrimonial da Loggi.

Levando em consideração que a função de um gestor é essencialmente voltada a tomada de decisões, a produção desse conhecimento torna-se imprescindível para tal no processo. Com isso bons indicadores são indispensáveis, sendo eles a base para uma boa tomada de decisão.

Dentro da segurança empresarial, ainda temos poucas empresas/gestores que possuem esse subsidio, ou quando os possuem, em grande parte dos casos são ingerenciáveis, impossibilitando o apoio efetivo de melhorias continuas ou correções/mitigações dentro de um processo/área a qual se gerencia.

Partindo do conceito que os indicadores são representações de forma simples ou intuitiva de uma métrica ou medida para facilitar sua interpretação quando comparada a uma referência ou alvo, o BPM CBOK – versão 3.0 (Business Process Management Common Book of Knowledge) elenca 12 características que auxiliam na construção de bons indicadores, como indica a tabela abaixo.

Além dessas 12 características do BPM CBOK, há algumas razões pelas quais se fazem necessários e endossam a importância dos indicadores nas empresas, abaixo alguns exemplos.

• Redução de erros: Controlar o que acontece dentro do negócio, ou seja, ter base em fatos.

• Otimização de recursos:
Indicador financeiro para demonstrar quanto de retorno o investidor terá em um projeto que se pretende desenvolver.

• Desempenho: Indicador de performance dos colaboradores, essencial para promover o desenvolvimento das habilidades e competências.

 

• Elaboração de estratégias: Tomada de ação racional para um plano estratégico, eliminando o “achismo”.

 

• Avaliação do empreendimento – gestão de riscos: Identificar os gargalos e riscos que o negócio pode estar enfrentando.

 

• Identificação de pontos de melhorias: Identificação e projeção de cenários prospectivos.

Na segurança empresarial podemos inicialmente ter duas vertentes de indicadores, sendo uma de Security (considerando atos intencionais) e outra de Safety (considerando atos não intencionais). A partir desse princípio, podemos ter inúmeras possibilidades de KPI’s, abaixo alguns exemplos práticos de aplicação com base nessas vertentes.

Security – Exemplo “Furtos”. 

Dois pontos de partida importantes a serem considerados nos indicadores:

 

- Rastreabilidade - o que e qual a quantidade que está sendo furtada; e

- Incidências - quando e em que horário está acontecendo.

Nessa simples ilustração, nota-se a subtração de informações, poderíamos ir além, acrescentando outras ilustrações tais como: local, vitima, conteúdo subtraído (uma vez que a incidência são documentos e pen drives – comparar o que ambos tinham em comum de informações), dentre outros.

Além dessas quatro ilustrações, podemos acrescentar outros quadros, mas um é de extrema importância, sendo eles:

Security – Exemplo “FurtSafety – Exemplo “atendimento ambulatorial”. 

Além dessas quatro ilustrações, podemos acrescentar outros quadros, ao lado, mas um é de extrema importância.

Quem atendeu a ocorrência: Peça chave no plano de ação, pois além da experiência conquistada no atendimento rotineiro, sabe das dificuldades em atender e pode apontar oportunidades de melhorias no processo. Outro ponto que pode e deve ser levado em consideração é o treinamento de quem atende, pois se enxergando a classificação do atendimento, é possível direcionar a capacitação para tal, podendo inclusive sair da rotina e acrescentar dificuldades nos treinamentos e simulados. 

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