GESTÃO

Scrum nos Projetos
de Segurança

Teanes Silva, ASE
Consultor de Segurança e Riscos, Instrutor na Modus Segurança, administrador de Segurança Privada - CRA/SP e Diretor da Abseg - Associação Brasileira dos Profissionais de Segurança. MBA em Administração Hospitalar.

Certo dia, o diretor dá a notícia, que será necessário fazer um projeto de segurança. Logo bate um desespero, aparece uma dor de cabeça incrível, especialmente se não for o seu dia a dia ou se não possuir expertise suficiente.

 

Até mesmo, no “simples” projeto, existem custos, orçamentos, contratações, aquisições, riscos, comunicações, entre outras variáveis que são fatores críticos de sucesso, independentemente do tamanho da equipe ou empresa.

 

Mas calma, nem tudo está perdido.

É verdade que trabalhar com projetos requer muitas competências, pois há muitos desafios, muitas tarefas, muitas cobranças, eventuais alterações e recursos que se esgotam fora dos prazos. Diante disso, é necessário utilizar uma metodologia, preferencialmente uma que seja ágil, e a escolha não será fácil, considerando as diversas ofertas de métodos ágeis que são cada vez mais difundidas; entre elas está o método Scrum, que funciona muito bem, se utilizado com o tradicional guia PMBOK, proporcionando uma gestão do projeto excepcional.

O Scrum possui algumas vertentes, como por exemplo, o ambiente colaborativo e valorização de pessoas, focado na melhoria contínua dos resultados do trabalho em equipe.

O Scrum é um método que deve alinhar o fluxo básico do projeto, de forma que a equipe sempre apresente a melhor versão do anteprojeto, minimizando o risco de insatisfação e a preponderância de uma solução obsoleta ou inviável economicamente, evitando a insegurança e prevenindo perdas. 

A inteligência do método está na repetição e padronização personalizada, na utilização de time enxuto, no trabalho em equipe multifuncional e de alta performance, na mudança do mindset, voltada para transparência e agilidade de processos, sendo possível desenvolver várias etapas ou fases simultaneamente.

Princípios da agilidade e comunicação para o sucesso do método:

- Profissionais e interações mais que processos e ferramentas.

- Colaboração com o cliente mais que negociação de contratos.

- Atuar na plena resposta das mudanças, mais que seguir um plano.

Um pouco mais de scrum

o Scrum opera fundamentado na inserção das tarefas em um Backlog, fatiando o projeto em partes fixas de tempo, estabelecendo as tarefas e metas, o que se define de Sprints. Dessa forma, os colaboradores não se perdem no andamento do projeto, tendo clareza dos entregáveis. 

Todo dia, deve ocorrer o Daily Scrum, que é um feedback contínuo para acompanhar a evolução do trabalho. Também deve ser feito o Sprint Review, no final de cada período, permitindo uma análise crítica do que foi entregue ou produzido, implementação de correções e ajustes necessários e preparação para o sprint seguinte.

Backlog

No Backlog ou “Caixa de Entrada” devem ser incluídas todas as tarefas, sem responsável, e, a exemplo da indústria, pode ser agregado o sistema Kanban, que visa aumentar a eficiência da produção e otimização da sistemática de movimentação, produção e realização de tarefas, portanto, quem estiver livre, pode “puxar” para si, a próxima tarefa.

Sprint

Os Sprints são blocos de tempo delimitados, de um dia ou uma semana, ou dois diais ou duas semanas, até um mês. O gerente do projeto deve definir o cronograma na reunião com a participação do time, definindo quantas tarefas do Backlog serão concluídas em cada Sprint. 

Uma vez que todos estarão, na íntegra, a par do projeto, e são conhecedores dos processos, ao haver mudanças ou alguma tarefa nova, inserida no backlog, ou ainda alteração na prioridade, fica mais fácil de enxergar e assimilar o impacto, seja em recursos ou tempo, entre varáveis.

Daily Scrum

O Daily Scrum visa assegurar a evolução da performance individual e do time, e nesse cenário, é fundamental que as informações geradas sejam organizadas e eficazes. Nessa linha, todos os dias, os colaboradores devem responder para a equipe três perguntas básicas e fundamentais:

1. O que eu fiz ontem?

2. O que vou fazer hoje?

 

3. Quais as dificuldades?

Dessa forma, será possível um colega ajudar o outro dentro da equipe, e equalizar as dificuldades, considerando a previsão de entrega de cada uma das tarefas em andamento. Assim, se alguma tarefa indicar atraso dentro do Sprint ou se um integrante ficou sobrecarregado, deve ser repriorizado, ou ter as tarefas transferidas. Também deve ser mensurado quanto tempo as tarefas demoram em média, na respectiva etapa.

Sprint Review

A gestão deve baseada em relatórios de produtividade, contribuindo para a melhor análise crítica e de melhoria, de cada Sprint, seja feita com sucesso, viabilizando um novo planejamento de Sprint com metas reais.

Bom, este artigo tem (ou teve) a pretensão de estimular os participantes de projetos a buscar de alguma forma, a especialização e aprofundar em pesquisas sobre cases de sucesso, com base em métodos de gerenciamento e gestão ágil para projetos, destacando-se profissionalmente, bem como, deixando de lado o medo e aquele frio na barriga, quando o chefe pedir um estudo de viabilidade para o projeto de redução, por exemplo, do efetivo de segurança.

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